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Momentos


DE CASA NOVA...

Mal voltei e já mudei de endereço. Passem lá...

http://www.momentosememorias.blogspot.com/



Escrito por Ju às 15h38
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Antônio Tomaz, meu adorável aborrescente...

Conheci o Antônio Thomaz quando ele tinha 5 aninhos. Hoje está com 16. Uma criança linda, meiga, carinhosa, com uma história comovente.

O irmão mais novo do José Antônio foi morava nos Estados Unidos, veio passar uma temporada aqui e depois voltou. Depois de seu retorno, apareceu uma moça falando que estava grávida. Minha sogra desde o início acompanhou a gravidez, ajudou no enxoval, cuidou da criança depois do parto. Enfim, sempre foi uma avó super presente.

A mãe do Antônio não tinha, na época, condição financeira para cuidar de uma criança, foi quando meu sogro lhe pediu a guarda, porque assim poderia cuidar melhor, incluí-lo como dependente em clube, plano de saúde etc. Depois de muita resistência, ela concordou, mesmo porque, estava de mudança para outra cidade e não teria como levar a criança. O Antônio estava com dois aninhos e já era o xodó do meu sogro e a razão de viver da minha sogra. Imaginem só, um casal de idosos, com um bebê em casa. Era tudo que eles queriam...

Pouco depois da mãe resolver a situação da guarda do Antônio, ela sofreu um grave acidente e faleceu.

Meu cunhado continuava nos Estados Unidos e até então não conhecia o filho.

Logo depois, quando o conheci, me apaixonei imediatamente e desde então, temos uma história muito linda juntos. Apesar de às vezes nos 'pegarmos' e as coisas esquentarem aqui em casa.

Desde sempre era a mim que ele procurava quando precisava resolver algum problema, porque por várias vezes, minha sogra me pedia para ajudá-la com algo (reunião de escola, conversas mais francas e firmes e até mesmo medidas mais enérgicas, como castigo). Sempre fui vista por ele como a tia 'brava', mas que poderia contar nos momentos difíceis. E não foi diferente quando minha sogra morreu e mais ainda, depois que meu sogro operou.

Ele ficou literalmente 'sozinho' no mundo e as coisas foram acontecendo de tal forma, que hoje sei que temos muito mais do que uma relação sem vínculo sanguíneo. Ele é o meu 'filho aborrescente' e tenho certeza que sou a 'mãe' que hoje ele não tem mais.

E essa nova tarefa inclui várias responsabilidades, mas também muitas alegrias, já que o Antônio tem uma agenda bem agitada e não posso tolher seu crescimento. O que faço? Trago todos os amigos para dentro de casa, com direito a rodada de pizzas, macarrão, filmes e muita amizade. Sou a que leva nas festas, a que compra roupas, sapatos, participa de reuniões escolares, busca em clube, leva e traz ao shopping, incluindo aí passar na casa de 10 amigos, cada um num ponto da cidade. Mas adoro tudo isso e percebo que hoje ele se sente acolhido e amado, como há muito não se sentia.

Minha vida é um caos, principalmente nos finais de semana, quando estamos em Uberlândia, porque muitas vezes tenho que providenciar o jantar para o meu sogro às 20:00, horário em que os amigos estão chegando para a 'prévia' de alguma festa (aliás, como as adolescentes fazem festas hein??? É 14, 15 e 16 anos, cada uma um verdadeiro baile. Depois, tenho que providenciar o 'lanche' da garotada, que come como uns esfomeados. Já cheguei a pedir 40 esfihas no Habib's e não sobrou nada e acho que eles ainda ficaram com vontade. Enquanto tudo isso acontece, a Maria Antônia corre de um lado para o outro, alucinada com os amigos. Daí a pouco, é hora de colocar a princesinha para dormir e daí parto para a mamadeira, fralda, pijama e cama. Depois que dormiu, corro para tomar banho e já está quase na hora de levar 'as crianças' para o programa de sábado (festa, shopping, filme em casa de amigos). Quando chego, tenho que dar atenção para o maridão, que está totalmente abandonado desde às 19:00. Geralmente, a mãe de algum amigo busca e deixa aqui em casa, mas daí tenho que levantar, conversar e verificar se está tudo ok (se bebeu, se fumou, se está com aparência normal etc.)

Mas também sou super rígida e cobro muito o desempenho escolar, a educação, forma de tratar as pessoas. Enfim, as 'chatices' de toda mãe ficou a meu cargo também e percebo que todos gostam muito da situação, inclusive meu sogro, que não tinha mais condições de ficar se preocupando com questões práticas e hoje somente usufrui da companhia do neto, sabendo que todo o resto está muito bem olhado.

Às vezes páro e me pergunto como é que tudo isso foi acontecer, como de uma hora prá outra minha vida mudou tanto e daí eu percebo que meu coração estava aberto para recebê-lo e que isso me faz muito feliz.

Se eu tinha o sonho de adotar mais dois filhos, acho que vou adotar apenas mais um, porque um Deus já colocou na minha vida.



Escrito por Ju às 08h40
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E a vida continua... mesmo que de pernas para o ar

Depois de já recuperada, precisei tomar algumas providências práticas na minha vida, já que meu sogro estava com uma leve depressão pós cirúrgica e não poderia mais ficar sozinho em casa com um adolescente para cuidar. Tentamos levá-lo para morar conosco, mas como era de se esperar, não se adaptou, afinal morou a vida toda na mesma casa e seria querer demais que ele se adaptasse a um apartamento em bairro diferente, onde não conhecia ninguém. Como para tudo se dá um jeito, fomos de mala, cuia, babá, cozinheira e todo o aparato para a casa do meu sogro, com a condição que quando acabássemos a nossa casa, ele se mudaria conosco (vamos ver se realmente isso vai acontecer). E cá estamos.

Nem tudo é um mar de rosas, mas tem seu lado positivo, já que a Maria Antônia ama de paixão o avô e o primo, que é um adolescente super gente boa, mesmo que contra todas as probabilidades. O meu sogro já está totalmente recuperado. O José Antônio vive novamente na casa onde cresceu. O Antônio, que é o adolescente, já se adaptou à nossa intromissão em sua vida (aliás, sobre o Antônio farei um post à parte). E eu???

Bom, eu estou tentando equilibrar minha vida que se resumiu a um quarto, sendo que meus sapatos ainda estão nas caixas na garagem e acredito que por lá permanecerão ainda por um looongo tempo, assim como muita coisa minha que está dentro das caixas em algum lugar. Mas, tirando a brincadeira dos sapatos e das caixas, a verdade é que venho tentando conciliar as necessidades de todos às minhas possibilidades, o que nem sempre é fácil.

Para quem olha de fora, pode parecer até simples, mas não tem sido simples viver em uma casa com uma criança de 3 anos, um adolescente de 16, um adulto de 50 e um senhor de 83, cada um com uma necessidade, uma prioridade e um pensamento sobre tudo. Tento me desdobrar em mil, mas não tem sido fácil. Mas acho que tem sido uma experiência até interessante (nossa, interessante soa até engraçado), diante do tumulto que é minha vida. Mas por outro ângulo, não posso reclamar de rotina ou de marasmo.

É, meu lado Pollyana continua à toda, pois escrevendo aqui, vejo que gosto da minha vida, tal qual ela é.

Bjs.

Ju



Escrito por Ju às 15h47
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Por onde andei

Neste período em que estive afastada muita, mas muita coisa mesmo aconteceu na minha vida. Parei de trabalhar e agora estou pensando em recomeçar. Estudei durante todo o ano. Minha mãe e meu sogro tiveram enfartos com um mês de diferença entre um e outro, sendo que minha mãe colocou dois 'stents' e meu sogro 6 safenas e 1 mamária... Foi um susto danado.

Susto maior foi que na mesma época, descobri um tumor enorme que estrangulava minha carótida e que necessitava de cirurgia urgente para retirada. Quanta angústia, quanto desespero, quanto medo. Pesquisava dia e noite sobre o tal 'quimiodectoma' e nada. E quanto menos eu sabia, mais aflita ficava. Medo de morrer e deixar minha filha tão nova. Medo de não ter vivido minha vida de modo a deixar exemplos, lembranças e recordações que a fariam se orgulhar da mãe que teve. Mas enfim, depois de visitas a vários especialistas em diversas cidades, decidi que iria operar aqui mesmo em Uberlândia, com um médico super recomendado e que por coincidência, era o único que já havia inclusive, apresentado trabalho sobre o tema em congressos internacionais. Segundo ele, a cirurgia seria muito delicada, demorada, mas não não séria. Me alertou para eventuais sequelas (comprometimento de nervo facial e cordas vocais, inclusive possibilidade de rouquidão permanente).

Quando acordei da cirurgia, me sentia bem, meio grogue, é verdade, mas bem. Ao perguntar para a enfermeira quando iria para o quarto, veio a resposta: -Não existe previsão de sua saída da UTI. UTI??? Como assim??? Eu iria do Centro Cirúrgico direto para o apartamento. Por favor, o médico, meu marido, minhas amigas. Quero respostas agora. Resumo: minha cirurgia foi um tanto quanto complicada, durou aproximadamente sete horas, meu quadro clínico era bom, mas o médico tinha quase certeza de que ficariam sequelas, pois o tumor era infinitamente maior do que detectado nos exames.

Mas, felizmente, não tive sequelas permanentes, somente uma rouquidão temporária, um pouco de 'língua presa', que também já passou e uma cicatriz no pescoço, que nem me incomoda, pois ao olhar para ela, agradeço por estar viva, junto da minha filha e do meu marido que amo tanto.

Após um tempo, depois de já completamente recuperada da cirurgia e com a vida de cabeça para baixo, resolvi que era hora de me dar um presente e lá fui eu para Nova York, numa viagem organizada pela minha professora de inglês. Um grupo muito, mas muito eclético, como vocês verão pelas fotos, mas muito, muito animado. A viagem foi ótima e voltei pronta para recomeçar minha vida, numa nova casa, com a família com novos membros, enfim, com a vida de pernas para o ar, mas com saúde.

Mas, para não ficar muito, muito cansativo, vou colocando as novidades aos poucos, em doses homeopáticas, afinal é muita informação para um dia só.

Bjs e coloco aqui algumas fotos de minha viagem para NY. Depois eu conto com detalhes.

Ju

Viram só que turma mais eclética??? Tinha adolescente meio punk a senhora de quase 80 anos que comia cachorro quente em pé junto com a gente. Diversidade e diversão total!!! Valeu a pena. Depois conto detalhes das viagens que fiz ano passado



Escrito por Ju às 16h54
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E cá estou

Gente, nem acredito que estou aqui a escrever, depois de um ano sabático.

A Mic ano passado registrou um domínio exclusivo prá mim, fez um layout maravilhoso, se empenhou toda para o meu retorno, mas infelizmente, quando eu sentava, não conseguia escrever uma única linha. Fazer o quê né??? E cá estou, no mesmo formato antigo e arcaico da UOL, com um layout padrão, mas feliz por estar próximas de vocês novamente, que nunca me abandonaram um minuto sequer.

Quanta coisa para escrever, quanta coisa para contar. Quantas alegrias, tristezas, angústias, frustrações, mudanças de planos, enfim, a vida correu tanto neste período que estive ausente que chego a assutar quando começo a enumerar tudo que ocorreu comigo. Mas não adianta tentar me atropelar e querer contar tudo agora. Preciso de fôlego, me acostumar novamente com o mundo virtual, me reaproximar de pessoas tão queridas que sempre me fazem tão bem.

Prá começar, nada melhor do que colocar aqui algumas fotos fresquinhas do meu aniversário de 37 anos, que comemorei ontem, com um grupo de amigas. Festa que foi regada a muuuuiiiito MUMM e com o melhor do lounge tocando no DVD (Morcheeba e cia...). Hoje, nem preciso falar que os maridos, namorados e afins me consideram a pior amiga do mundo e não querem me ver nem pintada de ouro, afinal de contas, fui a responsável por 20 mulheres chegarem bêbadas em casa, às três da manhã. Dá prá imaginar a cara do maridão aqui né??? O máximo que consigo arrancar dele, é um 'é', bem insosso. Mas tudo bem, valeu pela farra e amanhã, como é o dia oficial do meu aniversário, espero que ele esteja melhor. Aliás, meu casamento será tema de um post à parte.

E também vou colocar algumas fotos da Maria Antônia, que está com quase três aninhos, lindinha de viver, começou na escolinha esta semana e inclusive apareceu no Jornal Hoje.

Beijos e aos poucos a gente vai colocando ordem na casa.

Ju



Escrito por Ju às 20h53
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E cá estou II

A PRINCESINHA

 Sorrisinho forçado...

Ela queria brindar com suco e água.



Escrito por Ju às 20h52
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RECOMEÇO

RECOMEÇO, REESTRÉIA, RETORNO, sei lá que nome dou. O que imporque é que estou de volta...

Escrito por Ju às 15h49
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